Educar os filhos em casa: a nossa decisão

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Primeiramente quero me ater ao título "Educar os filhos em casa: a nossa decisão". A decisão pela Educação Domiciliar foi minha e do meu marido, para isso entramos em um acordo. Isto é imprescindível para o início de uma educação domiciliar bem sucedida.

Ainda na gestação da nossa primeira filha, decidimos que ela seria cuidada por mim, sem creche ou babá, e para isso eu teria que abrir mão da minha vida profissional por alguns anos. No início foi difícil pois tive uma criação voltada ao feminismo, eu era formada, trabalhava e a ideia de depender do marido para qualquer coisa, inclusive financeiramente, era inconcebível para a minha antiga família (mãe, avós, tias... por incrível que pareça, as mulheres eram contrárias). 

Na época fomos duramente criticados por parentes, conhecidos e até mesmo desconhecidos, mas a cada dia temos mais certeza que foi a melhor decisão. Cheguei a hesitar algumas vezes, até pesquisei algumas creches mas com muita frequência eram divulgados casos de maus tratos, acidentes, abusos e até mesmo mortes de bebês e crianças nestes locais, então entendi que não havia pessoa melhor para cuidar da minha filha que eu e o pai dela. Sem contar que independente da nossa escolha (mãe, babá, creche ou avó), as críticas viriam.

Diversas pesquisas e estudos na área educacional mostram que o Brasil sempre ocupa as piores colocações, infelizmente. As escolas são precárias, não há respeito na relação aluno x professor x família, há professores que ultrapassam o limite de ensino da sua área competente e partem para a doutrinação, bullying, violência (física, psicológica e sexual), o ensino não é individualizado, salas superlotadas, professores desmotivados (salários baixos e carga horária elevada), método de alfabetização ultrapassado (o construtivismo foi abolido em diversos países de primeiro mundo), excesso de conteúdo com pouco aprendizado, crianças estressadas e avaliações ultrapassadas. Sem contar que viraram depósitos de crianças, seja para os pais trabalharem ou para simplesmente ficarem livres da criança (Eu já ouvi e vi isso! Mãe que coloca o filho pequeno na creche para ficar "livre" dele por algumas horas). 

Não é isso que eu desejo para os meus filhos. Eu desejo o melhor para eles, e o melhor não é estudar para passar somente no vestibular, ENEM ou qualquer outra avaliação que possa surgir. A educação é muito mais abrangente, não tem dia, hora, carga horária e nem tem idade limite. 

A ideia de educar os meus filhos em casa, efetivamente, surgiu quando a minha filha tinha acabado de completar dois anos e eu estava prestes a ter outro bebê. Vi em um post no grupo Montessori para Mamães alguém comentando sobre o homeschooling

Imediatamente corri para o Google para obter mais informações, pois até então só conhecia os casos da família Schurmann e do Cleber Nunes, ambos os casos vi pelos jornais há alguns anos. Indicaram o grupo Homeschooling Brasil e imediatamente solicitei a entrada às moderadoras Eu fiquei surpresa com a ajuda, interação, organização, compartilhamento de ideias e informações daquele grupo. No mesmo dia conversei com o meu marido e ele aprovou. 

Ele e o irmão foram educados e alfabetizados em casa pela mãe e começaram a frequentar a escola com sete anos e gostaria que as crianças não entrassem tão cedo na escola, assim como ele. Meu marido e os irmãos vieram de uma família simples, meus sogros não tinham muita escolaridade mas isso não foi impedimento para a boa educação dos filhos pois a minha sogra sempre se preocupou com a qualidade da educação deles e se esforçou para educá-los da melhor forma possível. Hoje são graduados e dois deles são pós graduados. O meu marido tem dois MBA. 

Hoje estamos decididos a continuar o homeschooling até quando o Senhor permitir e se futuramente for necessário contratar aulas particulares, assim faremos. Com o tempo e com a ajuda do Senhor, tomaremos as melhores decisões para criar e educar os nossos filhos.

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